27/07/2006

Pra não dizer que não falei - II

As chuteiras de volta, por favor. (publicada em 20.05.2005)

Como todo mundo, tive algumas decepções nessa vida. Foi muito triste quando descobri que Papai Noel não passava de personagem de propaganda.
Foi triste descobrir que Garibaldo era só um boneco com alguém dentro, que não dava para ir de ônibus ao Sítio do Pica-Pau Amarelo e que meu talento de meia-esquerda só seria o suficiente para jornadas “memoráveis” na gloriosa Portuguesa, time de várzea dirigido pelo saudoso Rossi, em BH, onde tive um dos mais pífios retrospectos da história do futebol: uns 30 jogos, uma vitória de um a zero, dois empates e, de resto, só derrotas. Uma, inclusive, de 12 a 1. Com gol meu, vá lá, que cheguei a ser artilheiro do time. Grande vantagem. Dá para imaginar o resto do elenco. Mas uma decepção que ainda hoje me marca foi quando descobri que os Harlem Globetrotters, aquele time americano de basquete que vi, uma vez, fazendo malabarismos incríveis com a bola, jogavam contra um time que era contratado por eles. Quer dizer: eles são geniais, mas aquilo não era um jogo pra valer. Era um teatro. Um espetáculo que, na prática, não valia nada. Custei a entender: para mim aqueles jogadores incríveis estavam disputando algo e quebrando toda a lógica do esporte, ao inventar jogadas e humilhar os adversários com todo tipo de drible. Nunca me refiz. Lembrei disso porque li, em algum lugar, Robinho, Kaká e Ronaldinho Gaúcho sendo chamados de “Globetrotters”. Certo, não se pode duvidar da capacidade desses brilhantes jogadores. Mas não esqueçam de avisar aos outros times para darem uma ajuda. Não gosto de futebol feio. Gosto de dribles, de talento esparramado pela grama. Mas é preciso cuidado. Não se deve confundir bela exibição com exibicionismo. Falta um ano para a Copa. Dá tempo desse time, que pode ser brilhante, entender isso. Ainda. É só tirar as sapatilhas e voltar a calçar chuteiras.

Ronaldinho Gaúcho x Rivaldo

Rivaldo poderia ter sido um dos grandes craques da história da Seleção Brasileira. Quase foi. Mas era acometido de uma timidez inexplicável quando vestia a amarelinha. Ninguém entendia. Mesmo assim foi campeão em 2002, apesar de nunca ser, na Seleção, o que era no Barcelona. Ronaldinho Gaúcho, até hoje, fez um gol acidental contra Inglaterra em, 2002, e anda parecendo ter a mesma síndrome de Rivaldo. Será?

4 comentários:

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