10/05/2007

Do amor

- Amor, sopra minha nuca pra mim?
- Soprar sua nuca? Porquê?
- É que me deu uma vontade tão grande de ser passarinho...
Detalhe de estação do "Metrô" de Teresina (percebeu as aspas, né?)

Foto minha.

09/05/2007

Só para constar

Eu não sei quem disse isso que acho que ouvi alguma vez em algum lugar, e se ninguém disse estou dizendo e tomando posse do agora dito: não se escreve com as mãos. Escreve-se com a cabeça, na maior parte das vezes, e com o coração, nos escritos deverasmente importantes. Tem gente que consegue cortar o cérebro em fatias e escrever duas, três ou quatro ou oito ou doze ou duzentas e quatorze coisas ao mesmo tempo e agora. Eu também consigo, eventualmente, em especial quando cada tecla digitada tem como som resultante não o tec-tec-tec mas o tlim-tlim-tlim de caraminguás cada vez mais caraminguados que, nesse mundo onde o dinheiro não faz mais tlim-tlim-tlim e é apenas um resultado matemático virtual entre créditos (mínimos) e débitos (exorbitantes), convenhamos, é algo pouco relevante conceitualmente mas relevantíssimo na fila do supermercado – eca.
Mas, vem cá pra eu falar meio baixinho e ninguém ouvir: é chatíssimo ficar longe daqui e ficar escrevendo uma ou duas abobrices em quatro linhas esporádicas. Minhas abobrices merecem ser mais longas e frequentes, porque é com elas que esqueço que o mundo é enorme e eu sou pouquinho, e me sinto o todo-poderoso senhor do meu próprio e íntimo universo, mais gigantesco ainda que o outro, mas sob meu completo domínio.
Em assim sendo, cá eu me comprometo com-migo e com todos usteds que porventura desembarquem nestas plagas, que vou voltar a postar nesse minifúndio virtual com frequência. E que, assim sendo, vou assumir outra vez um risco que, por muito tempo, andei fugindo de correr: o risco de expor quem sou, o que sou, o que era, o que fui, o que serei, o que acho, o que gosto e desgosto, e assim assumo o risco de ser gostado e desgotado por quem me lê. Mas é um risco do qual não posso mais fugir, mesmo que aqui e ali na minha vida tenha ouvido dizerem que sou pedante, que sou tolo, que gosto de holofotes, que gosto de aplauso. Gosto, sim, mas gosto muito mais ainda de discussões, inteligentes ou nem tanto, especialemnte as não mornas, porque as pouco quentes eu vomito. Gosto de contestar e ser contestado, gosto de conversar apesar da minha fama e meu jeito caladão, gosto de ser inflexível em minhas opiniões até descobrir que eram opiniões burras e mudar completamente da água para o vinho e do vinho para o guaraná Simba. Gosto de holofotes, sim, mas porque cada holofote aceso em mim me expõe ao máximo, nem tanto a minha vida privada e íntima porque isso é problema meu, seu voyeur cara-de-pau!, mas sou um exibicionista do meu próprio mundo e das minhas virtudes e dos meus defeitos e dos meus pensares e das minhas coisas mais estúpidas e infelizes.
E, em assim sendo, cá estou eu, mexendo de novo no vespeiro de mim mesmo e pedindo paciência e presença e críticas e sugestões e reclamações e tapinhas nas costas e pauladas na moleira.
Tô na área.

26/04/2007

Do amor

- Amor! Você viu que descobriram um planeta que pode ter vida?
- E daí?
- Daí que os cientistas estão doidinhos da Silva.
- Injustiça, viu? Meu coração era um deserto até aparecer você e a ciência não tomou nem conhecimento.
Das separações

Sandy e Júnior: alívio por um lado, preocupação por outro. Afinal, nos livramos de um CD por ano da dupla, mas são bem grandes as chances de termos um CD da Sandy e outro CD do Júnior a cada 365 dias.

Los Hermanos: resolveram colocar as barbas de molho. Viu? Bem feito! Quem mandou rejeitar publicamente a Ana Júlia? Praga de mulher rejeitada é fogo!
300

Tem texto novo no Cine Pathé.
Quando puder, dá uma passadinha lá.

25/04/2007

(parte II)

As pessoas envelhecem. Os artistas não deveriam, mas às vezes envelhecem.
Cajuína é mesmo linda.
Música nova é diferente de música ruim.
Um ano passa rápido. E, quanto mais feliz, mais rápido.
Passou voando.
Mensagem para a Veja

Boiada.
Fazenda Santa Bárbara.
Pará.
Nunca na história desse país.


De chatíssimo.

03/04/2007

The Truman Show

CHRISTOF:
Truman!

TRUMAN drops the handle as if his hand has been burned. He looks all about him.

CHRISTOF (O.C.)
You can speak. I can hear you.

Truman takes a moment to overcome his fear and astonishment.

TRUMAN
Who are you?

CHRISTOF
I'm the creator.

Truman looks up to the "heavens."

TRUMAN
The creator of what?

CHRISTOF (O.C.)
A show that gives hope and joy and inspiration to millions.

TRUMAN
(incredulous)
A show. Then who am I?

CHRISTOF (O.C.)
You're the star.

Truman struggles to take it all in.

TRUMAN

Nothing was real?

CHRISTOF

Nothing was real. That's what made you so good to watch.

Truman takes out the drenched picture of Sylvia, recalling her words at the beach.

TRUMAN
(to himself)
“The eyes are everywhere."


Another Take

CHRISTOF
You can leave if you want. I won't try to stop you. But you won't survive out there. You don't know what to do, where to go.

A wave of doubt washes over Truman's face.

TRUMAN
(referring to the photo)
I have a map.

CHRISTOF
Truman, I've watched you your whole life. I saw you take your first step, your first word, your first kiss. I know you better than you know yourself. You're not going to walk out that door.

TRUMAN
You never had a camera in my head.